Por que alguns cães latem muito? Entenda o motivo
Se você convive com um cachorro que “fala pelos cotovelos”, saiba que você não está sozinho. Por quê alguns cães latem muito? Cães latem muito, e aqui em casa, por exemplo, costumamos brincar que o Bob, meu Bichon Frisé, consegue conversar mais do que o pai e a mãe dele juntos.
Índice
- Por que alguns cães latem muito? Uma visão geral do comportamento canino
- O papel da raça (sem estereótipos)
- Latido como aprendizado (não só instinto)
- Principais motivos pelos quais alguns cães latem muito
- Latido como comunicação aprendida
- Ansiedade, tédio ou excesso de energia
- Alerta e proteção do território
- Emoções positivas também geram latido
- Tipos de latido do cachorro: o que ele está tentando dizer
- Latido saudável x latido disfuncional
- Por que entender o latido do cachorro é tão importante?
- O erro clássico: tentar silenciar em vez de ensinar
- Como lidar com cães que latem muito (o que realmente funciona)
- Observe padrões antes de agir
- Estimule corpo e mente
- Não recompense o latido sem perceber
- Ensine alternativas de comunicação
- Latido, rotina e enriquecimento ambiental
- Quando o latido excessivo pode indicar um problema maior
- Quando o latido pode ser sinal de saúde
- Conclusão: latir é falar — aprender a ouvir muda tudo
- Perguntas frequentes sobre cães que latem muito
Ele é extremamente vocativo. Para comer, um tipo de latido. Para passear, outro. Quando está feliz, muda completamente o tom. E, com o tempo, aprendemos a entender exatamente o que cada som quer dizer.
Justamente por isso, antes de rotular o latido como problema, é fundamental compreender o comportamento por trás dele. Afinal, latir é uma forma natural de comunicação — e, muitas vezes, um pedido que não está sendo interpretado corretamente pelo tutor.
Ao longo deste artigo, você vai entender por que alguns cães latem muito, quando isso é esperado, quando merece atenção e, principalmente, como lidar com o latido de forma consciente, respeitosa e eficaz.
Por que alguns cães latem muito? Uma visão geral do comportamento canino
Antes de tudo, é importante alinhar expectativas. Cães não latem “à toa”. Pelo contrário: o latido faz parte do repertório natural de comunicação da espécie.
Assim como nós usamos palavras, os cães usam sons, posturas corporais e expressões faciais. Portanto, quando um cachorro late muito, ele está tentando transmitir algo — seja excitação, alerta, frustração, medo ou até alegria.
Além disso, alguns fatores influenciam diretamente a frequência dos latidos:
- genética e raça,
- experiências anteriores,
- ambiente em que o cão vive,
- rotina física e mental,
- forma como o tutor responde aos latidos.
Ou seja, o latido excessivo quase nunca surge isolado. Ele costuma ser consequência de um conjunto de estímulos — ou da falta deles.
Quando o latido excessivo, a agitação ou a ansiedade começam a fazer parte da rotina, muitos tutores percebem que apenas “corrigir pontualmente” não resolve. O comportamento do cão costuma refletir uma soma de fatores — rotina, estímulos, previsibilidade e comunicação.
Em muitos casos, o latido excessivo está diretamente ligado à dificuldade do cachorro em lidar com a ausência do tutor. Quando isso acontece, outros sinais de sofrimento também podem aparecer. Se você desconfia que seu cachorro sofre quando fica sozinho, vale conferir este artigo completo sobre o tema, que aprofunda essa relação entre ausência do tutor, ansiedade e comportamento.
Para quem sente que precisa de um plano estruturado, com orientação clara e progressiva, existe o E-book Cão Calmo em 21 Dias + Bônus Especiais, que aprofunda esse processo de forma prática, respeitosa e aplicável no dia a dia.
O papel da raça (sem estereótipos)
Além disso, é impossível falar sobre latidos sem considerar o fator raça — mas com cautela. Algumas raças, como Bichon Frisé, Spitz Alemão e Beagle, tendem a ser mais vocais. No entanto, isso não significa que todo cão dessas raças vá latir excessivamente.
Na prática, a genética influencia como o cão se comunica, mas o ambiente define quanto e por quê ele late. Rotina, estímulos, respostas do tutor e nível de previsibilidade pesam muito mais do que o rótulo da raça.
O Bob é um ótimo exemplo disso. Ele é extremamente vocativo, mas hoje seus latidos são compreendidos e organizados dentro da rotina. Ou seja, o latido deixou de ser ruído e passou a ser linguagem.

Latido como aprendizado (não só instinto)
Além de instinto e comunicação, é fundamental compreender que o latido também é aprendizado. Em outras palavras, muitos cães latem simplesmente porque, em algum momento, esse comportamento funcionou.
Sempre que o cachorro late e, como resposta, recebe comida, atenção, passeio ou qualquer outro reforço, ele aprende rapidamente que latir é uma ferramenta eficaz. Assim, o latido deixa de ser apenas expressão emocional e passa a ser uma estratégia funcional.
Portanto, antes de enxergar o latido como “excesso” ou “problema”, vale refletir: o que esse latido já resolveu para o meu cão no passado? Muitas vezes, o comportamento não é errado — ele apenas foi reforçado sem que o tutor percebesse.

Principais motivos pelos quais alguns cães latem muito
Latido como comunicação aprendida
Em muitos casos, o cão aprende que latir funciona. Se ele late e ganha comida, atenção ou passeio, o comportamento é reforçado. Com o tempo, o latido se torna a principal estratégia de comunicação.
Ansiedade, tédio ou excesso de energia
Além disso, cães com pouca estimulação física e mental tendem a vocalizar mais. O latido, nesse contexto, funciona como válvula de escape para energia acumulada.
Alerta e proteção do território
Outro ponto importante é o instinto de alerta. Sons, movimentos ou pessoas desconhecidas podem desencadear latidos frequentes, principalmente em ambientes urbanos.
Emoções positivas também geram latido
Nem todo latido indica problema. Muitos cães latem quando estão felizes, empolgados ou antecipando algo bom — como o passeio ou a chegada do tutor.
Tipos de latido do cachorro: o que ele está tentando dizer
Nem todo latido significa a mesma coisa — e é exatamente aí que muitos tutores se confundem.
Embora o som pareça parecido, a intenção por trás do latido muda conforme o contexto, a intensidade e o estado emocional do cachorro.
Por isso, aprender a diferenciar os tipos de latido é um passo fundamental para quem deseja lidar melhor com o comportamento do pet. Quando o tutor reconhece padrões, deixa de reagir por impulso e passa a responder de forma mais consciente e eficaz.
O infográfico abaixo ajuda justamente nisso: identificar rapidamente o tipo de latido e o que ele pode estar comunicando no dia a dia.

Ao observar esses padrões com mais atenção, o tutor percebe que o latido não é um problema em si, mas uma mensagem.
Na prática, quanto mais cedo essa comunicação é compreendida, menores são as chances de o comportamento evoluir para ansiedade, estresse ou conflitos dentro de casa.
Além disso, esse tipo de leitura transforma a relação com o cachorro. Em vez de tentar “calar”, o tutor aprende a escutar, interpretar e agir de forma adequada, respeitando as necessidades emocionais do animal.
Use este infográfico como referência sempre que surgir uma dúvida. Com o tempo, identificar o que cada latido significa se torna natural — e o convívio fica muito mais equilibrado, tranquilo e saudável.
Latido saudável x latido disfuncional
Ainda assim, compreender o tipo de latido é apenas parte do processo. O passo seguinte, e igualmente importante, é diferenciar um latido saudável de um latido disfuncional.
De modo geral, o latido saudável surge em contextos específicos, tem começo, meio e fim, e diminui naturalmente quando a situação é resolvida. O cão vocaliza, se comunica e, em seguida, consegue se autorregular.
Por outro lado, o latido disfuncional tende a escalar, perde o gatilho claro e não se encerra com facilidade. Nesses casos, o latido deixa de ser apenas comunicação e passa a indicar excesso de estresse, frustração ou dificuldade emocional.
Ou seja, não é o som em si que deve preocupar o tutor, mas sim o contexto, a frequência e a capacidade do cão de se acalmar depois.

Por que entender o latido do cachorro é tão importante?
Antes de pensar em “fazer o cão parar de latir”, é essencial, antes de tudo, compreender por que esse latido está acontecendo. Afinal, o latido não surge por acaso. Na prática, ele é uma das principais formas de comunicação do cachorro com o ambiente e com o tutor.
Quando a causa do comportamento é ignorada e a tentativa se limita apenas a silenciar o som, o problema raramente se resolve. Pelo contrário. Com o tempo, aquilo que não foi entendido tende a se manifestar de outras maneiras — como ansiedade, destruição de objetos, agitação constante ou até comportamentos compulsivos.
Além disso, é importante reforçar que latir não significa desobediência. Na maioria das situações, o cachorro está tentando expressar uma necessidade física, emocional ou ambiental que não está sendo atendida naquele momento.
De acordo com a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA), latidos excessivos costumam estar relacionados a fatores como estresse, tédio, medo, frustração ou falta de estímulos adequados — e não a “teimosia” do animal. A organização destaca que identificar a causa do latido é o primeiro passo para corrigi-lo de forma eficaz e preservar o bem-estar do cão.
Portanto, entender o latido é muito mais eficaz do que tentar suprimi-lo. Quando o tutor aprende a interpretar esses sinais, o cuidado deixa de ser reativo e passa a ser consciente, preventivo e alinhado às reais necessidades do cachorro.
O erro clássico: tentar silenciar em vez de ensinar
Nesse ponto, muitos tutores cometem um erro comum: tentar apenas silenciar o latido, sem ensinar uma alternativa.
Mandar “calar”, brigar ou ignorar indiscriminadamente pode até interromper o som no momento, mas não resolve a causa. Pelo contrário, frequentemente desloca o problema para outros comportamentos, como destruição, ansiedade ou vocalizações ainda mais intensas.
O caminho mais eficaz, portanto, não é inibir, mas redirecionar. Ensinar o cão a sentar, esperar ou olhar para o tutor em vez de latir cria uma nova forma de comunicação — mais clara, mais previsível e menos desgastante para ambos.
Não existe solução mágica para comportamento canino. O que funciona, de fato, é consistência, leitura correta dos sinais e ajustes graduais.
Esse é justamente o princípio do E-book Cão Calmo em 21 Dias + Bônus Especiais, que organiza o processo em etapas claras, evitando improvisos e reduzindo o estresse tanto do cão quanto do tutor.
Como lidar com cães que latem muito (o que realmente funciona)
Observe padrões antes de agir
Primeiramente, identifique:
- quando o latido acontece,
- em que horários,
- diante de quais estímulos.
Essa observação já elimina metade do problema.
Estimule corpo e mente
Além disso, brinquedos interativos, enriquecimento ambiental e passeios adequados reduzem significativamente o latido por tédio. Muitos desses itens podem ser encontrados em lojas especializadas como a Cobasi ou na Amazon, facilitando a adaptação da rotina do pet.
Não recompense o latido sem perceber
Evite responder imediatamente ao latido com atenção ou comida. Caso contrário, o cachorro aprende que latir é a melhor forma de conseguir o que quer.
Ensine alternativas de comunicação
Por fim, reforçar comportamentos calmos — como sentar ou deitar — ajuda o cão a substituir o latido por respostas mais equilibradas.

Latido, rotina e enriquecimento ambiental
Além disso, é impossível dissociar o latido da rotina diária do cão. Mudanças no horário, excesso de tempo ocioso ou falta de estímulos mentais costumam aumentar significativamente a vocalização.
Cães que não gastam energia física e cognitiva tendem a “conversar” mais, simplesmente porque não encontram outra forma de liberar tensão. Nesse contexto, o latido funciona como válvula de escape.
Por isso, investir em enriquecimento ambiental, brinquedos interativos e atividades guiadas faz toda a diferença. Esses recursos ajudam o cão a canalizar energia de forma saudável e reduzem vocalizações associadas ao tédio — além de fortalecerem o vínculo com o tutor.

Quando o latido excessivo pode indicar um problema maior
Embora o latido seja normal, alguns sinais merecem atenção:
- latido acompanhado de destruição,
- vocalização intensa quando o tutor sai,
- mudança repentina no comportamento,
- sinais físicos como dor ou apatia.
Nesses casos, o latido pode ser sintoma — não causa.
Leitura complementar interna recomendada: Comportamento animal: por que meu pet arranha os móveis?
Quando o latido pode ser sinal de saúde
Por fim, é essencial lembrar que nem todo latido excessivo tem origem comportamental. Em alguns casos, ele pode estar associado a desconfortos físicos ou alterações de saúde.
Dor, declínio cognitivo em cães idosos, perda auditiva, alterações hormonais e até problemas neurológicos podem se manifestar por meio de vocalizações fora do padrão.
Portanto, quando o latido surge de forma repentina, intensa ou acompanhada de outras mudanças, a avaliação veterinária deixa de ser opcional e passa a ser parte do cuidado responsável.

Conclusão: latir é falar — aprender a ouvir muda tudo
Em resumo, quando entendemos por que alguns cães latem muito, a relação muda completamente. O latido deixa de ser incômodo e passa a ser informação.
Com observação, rotina adequada e respostas conscientes, é totalmente possível reduzir o excesso de latidos sem punição, sem estresse e sem conflitos. Afinal, cães que são ouvidos precisam latir menos.
Salve este artigo, compartilhe com outros tutores e continue explorando o blog para aprender mais sobre comportamento, saúde e bem-estar animal.
Perguntas frequentes sobre cães que latem muito
Não. Muitos latidos fazem parte da comunicação normal. O problema surge quando há sofrimento ou prejuízo à qualidade de vida.
Sim. Raças como Spitz, Poodle e Bichon Frisé costumam ser mais vocais, mas o ambiente influencia mais que a raça.
Depende. Ignorar pode funcionar quando o latido busca atenção, mas não quando está ligado a medo ou ansiedade.
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