Seu cachorro sofre com o calor? Saiba como ajudar
Quando o calor chega, a rotina muda. Para nós, isso pode significar apenas dias mais quentes. No entanto, você já percebeu que seu cachorro sofre com o calor? Para os cachorros, esse aumento de temperatura pode representar desconforto real — e, em alguns casos, até riscos à saúde.
Índice
- Por que alguns cachorros sofrem mais com o calor?
- Sinais de que o calor está incomodando seu cachorro
- A minha experiência com o Bob: quando a solução não funciona para quem mais precisa
- Quando o tapete térmico virou o favorito do Choco
- Descobrindo o que realmente refresca o Bob
- Formas seguras de refrescar seu cachorro no calor
- O que costuma funcionar bem
- O que exige atenção
- Cada cachorro é único — e isso muda tudo
- Quando o calor deixa de ser desconforto e vira risco
- Conclusão
- Perguntas frequentes sobre cachorro e calor
O Bob, por exemplo, sempre foi muito sensível ao calor. Sendo um bichon frisé, ativo e cheio de energia, bastam alguns dias de temperaturas mais altas para que ele já demonstre incômodo.
Foi convivendo com isso, observando suas reações e testando alternativas ao longo do tempo, que aprendi algo essencial: não existe uma única forma certa de refrescar um cachorro.
Por isso, neste artigo, quero te ajudar a identificar sinais de desconforto, entender por que alguns cães sofrem mais com o calor e, principalmente, encontrar formas seguras e respeitosas de ajudar — sempre considerando que cada cachorro é único.
Por que alguns cachorros sofrem mais com o calor?
Antes de tudo, é importante entender que nem todos os cães lidam da mesma forma com as altas temperaturas. Alguns fatores influenciam diretamente essa adaptação.
Entre os principais, estão:
- raça e tipo de pelagem
- idade (filhotes e cães idosos tendem a sofrer mais)
- formato do focinho
- nível de atividade física
- ambiente onde o cachorro vive
Além disso, vale lembrar que os cães não transpiram como nós. Eles regulam a temperatura corporal principalmente pela respiração e pelas almofadinhas das patas. Por esse motivo, o calor excessivo pode se tornar rapidamente desconfortável.
De acordo com orientações do American Kennel Club (AKC), cães com pelagem densa, braquicefálicos ou idosos precisam de atenção redobrada durante períodos de calor intenso.
Sinais de que o calor está incomodando seu cachorro
Com o aumento da temperatura, alguns sinais costumam aparecer — e é fundamental observá-los com atenção.
Entre os mais comuns, estão:
- respiração ofegante constante
- língua muito para fora
- falta de apetite
- apatia ou irritabilidade
- busca frequente por superfícies frias
- menos disposição para brincar ou passear
Esses comportamentos indicam que o cachorro já está tentando se adaptar ao calor. Portanto, quanto mais cedo o tutor percebe esses sinais, mais fácil é agir de forma preventiva.

A minha experiência com o Bob: quando a solução não funciona para quem mais precisa
Assim que o calor apertou, minha primeira escolha foi um tapete térmico. Optei por um modelo da Cobasi, bem avaliado e de ótima qualidade. A ideia parecia perfeita e, de fato, o produto é excelente.
No entanto, na prática, o Bob não se adaptou tão bem. Ele é extremamente ativo, curioso, quase como uma criança que não consegue ficar parada por muito tempo no mesmo lugar. O tapete não era um problema — simplesmente não combinava com o perfil dele.
Essa experiência me ensinou algo muito importante: o produto pode ser ótimo, mas a adaptação depende do cachorro.
Quando o tapete térmico virou o favorito do Choco
Curiosamente, quem realmente se apaixonou pelo tapete térmico foi o Choco, primo do Bob, já com 17 anos.
Por ser mais tranquilo e ter menos disposição para se movimentar, ele encontrou no tapetinho um verdadeiro refúgio contra o calor.
Com o tempo, ficou claro que aquele espaço se tornou um local de conforto e descanso para ele.
Até hoje, aliás, esse continua sendo o cantinho preferido do Choco nos dias mais quentes.
Essa diferença entre o Bob e o Choco reforçou, de forma muito clara, uma lição fundamental: idade, energia e personalidade influenciam diretamente a forma como cada cachorro lida com o calor.

Descobrindo o que realmente refresca o Bob
Depois de observar bastante o comportamento do Bob, acabamos descobrindo algo curioso — e totalmente inesperado.
O Bob ama gelo.
Ele brinca, empurra pelo chão e, principalmente, gosta de chupar gelo, como se aquilo fosse um pequeno alívio imediato para o calor que sente.
Essa descoberta simples, porém prática, fez toda a diferença no dia a dia.
Claro que tudo é feito com cuidado, em pedaços adequados e sem exageros. Ainda assim, para ele, funcionou muito melhor do que qualquer solução “pronta” que havíamos testado antes.

Formas seguras de refrescar seu cachorro no calor
Com o tempo, aprendi que refrescar um cachorro no calor não depende de uma única solução milagrosa.
Na prática, o que realmente funciona é a combinação de pequenos ajustes feitos com atenção, constância e observação diária.
No caso do Bob, por exemplo, manter uma boa hidratação sempre foi um desafio.
Apesar de sentir muito calor, ele simplesmente não tinha o hábito de beber água com frequência — algo bastante comum em cães muito apegados, que passam o dia inteiro grudados nos tutores.
Foi justamente nesse ponto que a orientação veterinária fez toda a diferença.
O Dr. Leandro, veterinário do Bob desde que ele nasceu, nos deu uma sugestão simples, porém extremamente eficaz: espalhar potes de água fresca por todos os lugares da casa onde ficamos com o Bob por mais tempo.
A ideia, portanto, era facilitar o acesso à água, sem depender de deslocamentos ou de estímulos forçados.
E funcionou.
A partir do momento em que começamos a deixar vasilhas sempre fresquinhas na sala, no quarto e nos espaços de convivência, o Bob passou, naturalmente, a beber muito mais água ao longo do dia.
Sem insistência.
Sem estratégias mirabolantes.
Apenas respeitando o comportamento dele.
Além disso, outras medidas também costumam ajudar bastante em períodos de calor intenso.

O que costuma funcionar bem
De modo geral, essas estratégias costumam trazer bons resultados:
- água fresca sempre disponível, de preferência em mais de um ponto da casa
- pedras de gelo para brincar ou chupar, sempre com supervisão
- ambientes bem ventilados, com boa circulação de ar
- tapetes térmicos, quando o perfil do cachorro permite
- passeios apenas fora dos horários mais quentes do dia
O que exige atenção
Por outro lado, algumas práticas exigem cuidado extra:
- banhos gelados repentinos
- mudanças bruscas de temperatura
- exercícios físicos sob sol forte
- ambientes abafados ou sem ventilação
Segundo a World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), o excesso de calor combinado com desidratação aumenta significativamente o risco de hipertermia em cães, especialmente em raças mais sensíveis.

Cada cachorro é único — e isso muda tudo
Diante de tudo isso, fica claro que o que funcionou para o Bob pode não funcionar para outro cachorro.
Da mesma forma, o que foi perfeito para o Choco talvez não faça sentido para um cão mais jovem, ativo ou inquieto.
Por isso, mais importante do que seguir listas prontas ou copiar soluções alheias é observar o seu cachorro, entender seus limites e adaptar a rotina conforme necessário.
Além disso, em muitos casos, o desconforto causado pelo calor também pode intensificar comportamentos como ansiedade, inquietação ou excesso de vocalização.
Se isso acontece com o seu pet, vale conferir também o artigo “Por que alguns cães latem muito? Entenda o motivo”, que se conecta diretamente com esse tema.
Quando o calor deixa de ser desconforto e vira risco
Ainda assim, é importante destacar que nem sempre o calor se limita a um simples desconforto momentâneo.
Em algumas situações, sobretudo quando fatores como desidratação, esforço excessivo ou ambientes abafados entram em cena, esse desconforto pode evoluir e se transformar em um risco real à saúde do cachorro.
Por esse motivo, além de adotar medidas preventivas no dia a dia, é essencial manter uma observação atenta e contínua.
Nesse contexto, alguns sinais não devem, em hipótese alguma, ser ignorados.
Procure orientação veterinária o quanto antes se o seu pet apresentar:
- respiração muito acelerada ou dificuldade evidente para respirar
- fraqueza, apatia ou sinais de desorientação
- episódios de vômito, mesmo que isolados
- gengivas excessivamente vermelhas ou com coloração arroxeada
Diante desses sintomas, não hesite.
Nessas circunstâncias, agir rapidamente não é apenas recomendado — é fundamental para evitar complicações mais graves e preservar o bem-estar do animal.
Conclusão
Em resumo, ajudar um cachorro a enfrentar o calor não tem a ver com impor soluções prontas ou fórmulas universais.
Na prática, trata-se muito mais de observar com atenção e, a partir disso, adaptar o cuidado à realidade, ao ritmo e às necessidades de cada animal.
Ao longo dessa experiência, o Bob me ensinou algo essencial: observar é tão importante quanto agir. Muitas vezes, é justamente na observação silenciosa que surgem as melhores respostas.
Já o Choco, por sua vez, me mostrou que, em determinados momentos, a solução ideal pode ser simples — desde que respeite o tempo, o corpo e a fase de vida do cachorro.
Por isso, se o seu pet demonstra desconforto nos dias mais quentes, comece pelo básico: observe os pequenos sinais, ajuste o ambiente, reveja a rotina e acompanhe as reações com calma e consciência. Pequenas mudanças, quando feitas com atenção, podem gerar um impacto enorme no bem-estar diário.
Por fim, se quiser, compartilhe nos comentários como você ajuda o seu pet a lidar com o calor. Afinal, ao trocar experiências reais, ajudamos outros tutores a se sentirem mais seguros, acolhidos e confiantes em suas escolhas.
Perguntas frequentes sobre cachorro e calor
Pode, desde que não seja em excesso. O ideal é oferecer água fresca ao longo do dia.
Em pequenas quantidades e sempre com supervisão, não. Alguns cães gostam de brincar ou chupar gelo.
Não. Em geral, cães mais tranquilos se adaptam melhor do que os muito ativos.
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