Seu cachorro sofre quando fica sozinho? Veja os sinais
Você já saiu de casa com aquela sensação de que seu cachorro não estava bem? Se sim, saiba que isso é mais comum do que parece. Muitos tutores começam a se perguntar se o cachorro sofre quando fica sozinho, principalmente após mudanças na rotina, como o trabalho em home office.
Índice
- Cachorro pode sofrer quando fica sozinho?
- Por que alguns cães sofrem mais do que outros?
- O home office pode intensificar o problema?
- A rotina previsível ajuda o cachorro a lidar melhor com a solidão?
- Sinais de que o cachorro sofre quando fica sozinho
- Escolinha e socialização ajudam?
- O que pode ajudar a reduzir o sofrimento do cachorro
- Quando procurar ajuda profissional?
- Conclusão
- Perguntas frequentes sobre cachorro sozinho
Aqui em casa, essa dúvida ficou muito clara com o nosso Bichon Frisé de 4 anos. Por ser uma raça naturalmente apegada aos donos e, além disso, por eu e meu marido trabalharmos em home office há cerca de 3 anos e meio, ele passou praticamente 24 horas por dia conosco. Como resultado, o vínculo se intensificou ainda mais. No entanto, o impacto apareceu justamente quando ele precisou ficar sozinho.
Apesar de frequentar a escolinha para socializar com outros cães, percebemos que a ausência em casa ainda causava sofrimento. A partir dessa experiência, comecei a buscar informações confiáveis para entender melhor o problema — e é exatamente isso que você vai encontrar neste artigo.
Cachorro pode sofrer quando fica sozinho?
Sim, o cachorro sofre quando fica sozinho, e isso não tem nada a ver com manha ou teimosia. Na maioria das vezes, esse sofrimento está ligado ao forte vínculo emocional que o cão desenvolve com o tutor.
Segundo a American Veterinary Medical Association (AVMA), comportamentos como choro excessivo, destruição e agitação podem estar relacionados a quadros de ansiedade de separação em cães, especialmente quando há forte vínculo com o tutor.
Além disso, cães são animais sociais. Ou seja, eles precisam de previsibilidade e segurança emocional. Quando essa rotina muda de forma abrupta, o desconforto aparece.
Inclusive, esse sofrimento pode se manifestar em comportamentos que muitos tutores interpretam de forma equivocada, como destruição de móveis. Se isso já aconteceu com você, vale conferir também o artigo “Comportamento animal: por que meu pet arranha os móveis?”, que aprofunda esse tema.

Por que alguns cães sofrem mais do que outros?
Embora qualquer cachorro possa apresentar desconforto, alguns sofrem mais quando ficam sozinhos. Isso acontece por vários fatores combinados.
Primeiramente, a raça influencia bastante. Cães de companhia, como o Bichon Frisé, tendem a criar vínculos muito intensos com seus tutores. Além disso, o ambiente familiar e a forma como o cachorro foi acostumado à rotina também fazem diferença.
Outro ponto importante é a compreensão das emoções caninas. Entender sinais sutis de ansiedade ajuda a agir antes que o problema se agrave. Inclusive, no artigo “Comportamento Canino: Decifrando as Emoções do Bob”, explicamos como pequenos comportamentos revelam o estado emocional do cachorro.
O home office pode intensificar o problema?
Sem dúvida. Embora o home office tenha trazido muitos benefícios, ele também criou um novo desafio para os cães: a presença constante do tutor.
Quando o cachorro se acostuma a nunca ficar sozinho, ele não desenvolve autonomia emocional. Dessa forma, qualquer ausência, mesmo curta, pode gerar estresse e insegurança. Como consequência, surgem sinais claros de sofrimento.
Em muitos casos, esse desconforto aparece por meio de vocalizações excessivas, como latidos e choros. Se esse comportamento é frequente, recomendo a leitura do artigo “Por que alguns cães latem muito? Entenda o motivo.”, que complementa bem essa explicação.

A rotina previsível ajuda o cachorro a lidar melhor com a solidão?
Um dos fatores mais importantes — e muitas vezes ignorado — para reduzir o sofrimento é a previsibilidade da rotina. Quando o cachorro sabe o que esperar ao longo do dia, ele se sente mais seguro emocionalmente.
Isso significa que horários relativamente fixos para alimentação, passeios, brincadeiras e descanso ajudam o cão a entender que a ausência do tutor faz parte de um padrão — e não de algo inesperado ou ameaçador.
Além disso, rotinas previsíveis reduzem a ansiedade antecipatória. Em outras palavras, o cachorro não passa o dia inteiro em estado de alerta esperando o tutor sair ou voltar. Ele aprende que tudo acontece em ciclos.
No entanto, é importante evitar que a rotina gire exclusivamente em torno da presença do tutor. Pequenos momentos em que o cachorro fica sozinho em outro cômodo, mesmo com o tutor em casa, já ajudam a construir mais independência emocional.
Portanto, mais do que nunca, criar uma rotina equilibrada é uma das formas mais simples e eficazes de ajudar quando o cachorro sofre ao ficar sozinho.

Sinais de que o cachorro sofre quando fica sozinho
Agora que você já entende o contexto, é fundamental observar os sinais. Identificar cedo faz toda a diferença.
Os principais sinais de que o cachorro sofre quando fica sozinho incluem:
- Latidos ou choros excessivos
- Destruição de móveis, portas ou objetos
- Tentativas de fuga
- Falta de apetite durante a ausência
- Comportamento exageradamente grudado ao retorno do tutor
No nosso caso, percebemos agitação intensa e dificuldade em relaxar quando precisávamos sair. Por isso, observar o comportamento diário do cachorro é essencial.
A ASPCA (American Society for the Prevention of Cruelty to Animals) também aponta que latidos excessivos, destruição de objetos e tentativas de fuga estão entre os sinais mais comuns de ansiedade de separação em cães.

Escolinha e socialização ajudam?
Sim, ajudam bastante — mas não resolvem tudo sozinhas.
A escolinha é excelente para socialização, gasto de energia e estímulo mental. Inclusive, se você quer entender melhor como funciona esse tipo de ambiente e quais benefícios ele pode trazer para o cachorro, vale conferir o artigo “Escola do Bob: A Melhor Creche Pet para seu Amigo”, onde explicamos em detalhes a proposta da escolinha e sua importância na rotina canina.
No entanto, a escolinha não substitui o aprendizado emocional de ficar sozinho em casa. Em outras palavras, mesmo cães bem socializados podem continuar sofrendo com a ausência do tutor.
Aqui em casa, por exemplo, a escolinha faz parte da rotina e traz benefícios claros. Ainda assim, o sofrimento ao ficar sozinho continuou existindo, o que mostra que o problema precisa ser trabalhado de forma específica.

O que pode ajudar a reduzir o sofrimento do cachorro
Felizmente, existem estratégias simples que podem ajudar muito. Antes de tudo, é importante criar previsibilidade e segurança emocional.
Além disso, alguns recursos funcionam como grandes aliados:
- Brinquedos interativos
- Enriquecimento ambiental
- Mordedores e petiscos de longa duração
- Câmeras para monitorar o comportamento
Itens como esses ajudam o cachorro a associar a ausência do tutor a experiências mais positivas. Nesse sentido, lojas especializadas como a Cobasi oferecem diversas opções pensadas para o bem-estar dos cães. Da mesma forma, a Amazon disponibiliza uma grande variedade de brinquedos e acessórios, facilitando encontrar alternativas adequadas para cada perfil.
No entanto, vale reforçar: esses itens são apoio, não solução única.
Quando procurar ajuda profissional?
Se os sinais forem intensos, persistentes ou estiverem piorando com o tempo, é fundamental procurar ajuda profissional. Quando o cachorro sofre quando fica sozinho a ponto de apresentar comportamentos extremos — como destruição constante, tentativas de fuga, automutilação ou recusa frequente de alimento — isso indica que o desconforto emocional já ultrapassou o nível esperado.
Nesses casos, um médico-veterinário ou um especialista em comportamento animal poderá avaliar o quadro de forma individual, levando em consideração a rotina do cachorro, o histórico emocional e possíveis fatores físicos que também influenciam o comportamento.
Além disso, estudos científicos sobre ansiedade de separação em cães mostram que quadros não tratados tendem a se intensificar ao longo do tempo, tornando o processo de adaptação mais difícil. Por esse motivo, buscar orientação profissional não é exagero — é um ato de responsabilidade e cuidado com o bem-estar do animal.
Por fim, contar com ajuda especializada permite criar um plano adequado, respeitando os limites emocionais do cachorro e garantindo mais segurança tanto para o pet quanto para o tutor.
Conclusão
Quando um cachorro sofre quando fica sozinho, ele não está exagerando. Ele está apenas reagindo à forma como se relaciona com o ambiente e com quem ama.
Perceber isso no nosso próprio cachorro muda completamente a forma como lidamos com o problema. Com informação, paciência e estratégias adequadas, é possível reduzir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida do cão — e do tutor também.
Se este artigo te ajudou, deixe um comentário ou compartilhe com outros tutores que passam por isso.
Perguntas frequentes sobre cachorro sozinho
Depende da idade, temperamento e preparo emocional. No entanto, longos períodos sozinhos sem adaptação podem causar sofrimento.
Não. Alguns cães são mais independentes. Ainda assim, cães muito apegados ao tutor tendem a sofrer mais.
Na maioria dos casos, o quadro pode ser controlado e melhorado significativamente, especialmente quando identificado cedo.
Você Também Pode Ler – Brinquedos para Cachorro: Como Escolher os Melhores e Seguros
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